Nossa história com o jejum: parte 2

Nesta 7ª parte do #NossaHistóriaComAComida, seguiremos falando sobre o jejum. Já vimos que ele faz parte da nossa história evolutiva e que era praticado de uma forma natural por nossos ancestrais. Agora, veremos que jejuar também faz parte das tradições religiosas.

De forma espiritual, costuma-se jejuar como forma de purificação. Tanto Jesus quanto Buda e Maomé acreditam neste “poder” do jejum. Dentro das religiões, a prática de jejuar se desenvolveu de diferentes formas, mas todas convergem para os benefícios que ela traz ao corpo de ao espírito.

No budismo, por exemplo, é comum fazer jejum diariamente do meio-dia até a manhã do dia seguinte, podendo haver também jejuns durante dias ou semanas (é consumido apenas água). Os cristãos ortodoxos grego podem chegar a realizar vários jejuns por 180 a 200 dias no ano.

Para os muçulmanos, o jejum é praticado regularmente durante o Ramadã. Neste período, eles jejuam do nascer do sol ao pôr-do-sol durante todo o mês sagrado. Além disso, Maomé ainda incentivou o jejum de segunda a quinta de todas as semanas.

Na Bíblia Sagrada, há diversos exemplos de jejum (de 1, 3, 7 e 40 dias). Em resumo, o jejum integra basicamente as tradições de todas as grandes religiões como forma de busca espiritual, constituindo-se em uma parte fundamental das mesmas.

A estimativa, por exemplo, é que existam: 1,6 bilhões de muçulmanos no mundo, 14 milhões de mórmons (eles jejuam uma vez ao mês) e 350 milhões de budistas. Ou seja, se considerarmos os praticantes das religiões, podemos afirmar que aproximadamente ⅓ da população mundial jejua regularmente.

Já como prática medicinal, o jejum tem registro histórico desde antes de Cristo. Veremos mais detalhes na próxima parte do #NossaHistóriaComAComida.

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