Nossa história com a comida

Entender como funcionam as coisas abre nossas mentes e nos possibilita compreender, inclusive, nossos próprios comportamentos. Com a alimentação não é diferente. Por isso, decidi falar um pouco sobre #NossaHistóriaComAComida em uma série de portagens.

Antes de começar, precisamos ter em mente uma informação importantíssima trazida pelo Dr. David Perlmutter, no livro “A Dieta da Mente”: precisa-se de 40 mil a 70 mil anos para ocorrerem as alterações genéticas que levam a nos adaptarmos a uma mudança alimentar de forma significativa.

O que isso quer dizer? Que várias mudanças comportamentais foram acontecendo ao longo dos anos até nosso organismo “acostumar-se” a viver como vivemos hoje, nos distanciando tanto de nossos ancestrais.

Há uma espécie de consenso científico que o fogo foi definitivamente controlado 200 mil anos atrás e que, por volta desta mesma época, passou a ser usado para o cozimento. A partir daí, muita coisa mudou. Inclusive, o “controle” do fogo teve um significativo grau de importância em nosso desenvolvimento como sociedade.

Após o cozimento, houve toda uma mudança social. O alimento passou a ser mais macio, logo, era possível se comer mais em menos tempo. Com isso, houve alteração no dia de trabalho, já que possibilitou mais tempo livre.

É um ciclo: a busca por comida nos leva a um processo evolutivo, que afeta a sociedade; enquanto que as mudanças sociais alteram a qualidade da alimentação. Hoje, vemos um mundo com hábitos alimentares muito diferentes daqueles com os quais nossos ancestrais evoluíram milhões de anos – hábitos estes que interferem diretamente em nossa saúde.

Mas se a descoberta do fogo nos levou a uma evolução tão rápida, como viviam e o que comiam os nossos ancestrais? Bom, esse já é o tema da próxima parte da #NossaHistóriaComAComida.

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